Nada de pessoal me move contra o Hugo Almeida. tal como nada de pessoal me moveu contra Queirós, ou contra o César Peixoto, entre outros vários. Não é como com o Scolari, que é uma coisa pessoal.
O que é o Hugo Almeida? O Hugo Almeida é um ponta de lança alto e possante, com um raio de passada/remate aí de 3 ou 4 metros, com um remate de pé esquerdo muito forte e com pouca velocidade de ponta. Não se posiciona bem para rematar, tem grandes dificuldades em passar a bola de primeira, tem dificuldades na recepção em progressão e pressionado, e, curiosamente, não é grande coisa a jogar de cabeça. Não cabeceia com muita direcção, e salta mal, não é pouco, é descoordenado em relação à bola. Não é que seja mau jogador, não é é aquilo que podia ser. Tudo isto é pouco importante se jogamos com 2 avançados. Aí o Almeida já anda a cansar corpos aos centrais e à procura de bolas perdidas, enquanto o outro joga. Só com um é muito complicado, e, para provar que não é má vontade minha, justifico o que escrevi agora, e o já escrito antes sobre o tema, usando apenas apontamentos do jogo de ontem.
O Almeida entrou aos 40m. A primeira parte estava esquisita e pouco havia a fazer. Ainda assim, aos 44/45m conseguiu estar durante uns 10 segundos a pedir a bola, enquanto o mundo via que ele estava fora de jogo. Na sequência da mesma jogada, sem o Almeida estar a chatear defesas nem em jogo, o CRonaldo inventa o remate (passe de Meireles) que vai ao poste. CRonaldo mete mãos à cabeça, vê que a bola não está perdida e tenta ganhar posição para cabecear. Durante todo este tempo o Almeida esteve fora de jogo e/ou marcado por defesas. Mas sempre a pedir a bola.
Na segunda parte, logo no início (tenho aqui - 46m), desmarcado ao primeiro poste "cabeceia com o ombro" uma bola que vem da esquerda (Meireles). O ombreamento foi por cima. (apontamento - Abdicámos de Ponta de Lança para jogar o Almeida). Aos 58m o Almeida, em fora de jogo claríssimo, mete a bola na baliza impedindo que CRonaldo, em jogo e pronto a rematar, chegasse à bola. Um central checo não faria melhor do que fez o Almeida aos 64m. Com espaço para cabecear, mete a bola para canto. Não, para pontapé de baliza. Continuo a ver um central. Pouco depois disto o Almeida, de costas para a baliza e de primeira, consegue devolver uma bola. Na jogada do golo, e este exemplo é maravilhoso, o Almeida não chega à bola, felizmente, e o CRonaldo marca. Sabem porque é que o Almeida não chegou à bola? Porque estava em jogo. E o pior de tudo. Naquele último livre que deu canto dos checos, que até o Cech subiu, o Almeida ficou no meio campo. Desceu o CRonaldo, mas o Almeida ficou a cagar no meio campo. Um dos jogadores mais altos, que andou a fazer de central checo, não recua aos 93 minutos para defender uma bola parada. Epá, o Cech passou por ele a correr e ele ficou parado no meio campo.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Meias da Copa
Desta vez, bloco de apontamentos:
primeiros 5 minutos - 6 passes longos falhados em 6 tentativas.
6 minutos - Canto para Portugal, primeiro passe longo concluído.
10m - Porrada com Nani. Troca de Alas?
12m- Pressão alta ganha 2 cantos seguidos. Os 3 da frente + Moutinho
14m - Desconcentração defensiva cria perigo.
Árbitro inglês apita à J. Pratas. Nani não faz falta para amarelo, CRonaldo não faz falta. Amarelo bem dado a Veloso. (Posta aos 15m mais ou menos) Epá vou parar com apontamentos aqui são demasiados para transcrever.
Até aqui o jogo foi esquisito. Os Checos conseguiram dominar o meio campo e aparecer em velocidade e superioridade. Raramente concluíram jogadas ou remataram com perigo. Só aos 27m fizeram um cruzamento rasteiro perigos que o Pepe safou. O jogo nunca partiu e falhámos muito na construção, especialmente porque os 3 do meio não se conseguiam "encaixar" nos médios defensivos checos.
A partir dos 20 minutos equilibrámos e o CRonaldo começou a aparecer. E a posta do intervalo é o que tenho a dizer. Quero só destacar a bicicleta do CRonaldo (única opção), o remate ao poste e a "agressão ao Nani, que não deu amarelo. Quanto à lesão do Postiga tenho um espacinho especial no fim da posta para o Almeida.
Na segunda parte entrámos para ganhar. O Meireles foi jogar declaradamente a interior esquerdo e o Jiraseck deixou de chatear. O Coentrão comeu metros com bola e fez o + 1 na ala para depois entrar na área ou cruzar. Os centrais fizeram o costume, o Patrício via o jogo, e o Pereira apoiou sempre a linha. O Moutinho e o Veloso dividiram a recuperação deixando, na construção, o Veloso no passe e o Moutinho na progressão. O Cronaldo começa a fazer diagonais, a rematar de todo o lado, a trocar de ala só para chatear, a recuar para construir, e a evitar perder a bola. O Nani fazia a linha sem bola, com bola procurava combinações, um para um, segurar a bola para inventar, e cruzamentos tensos. E foi isso. Dominámos o jogo em todo o campo e, à excepção de um cruzamento aos 59, jogada pelo lado esquerdo do ataque checo (canto do cisne para a República Checa), em que o Pereira (2x) e o Moutinho são papados, os Checos tinham medo de atacar. Podíamos ter marcado mais e mais cedo, mas desta vez a sorte não contou tanto quanto como contra a Dinamarca. O Moutinho rompe em progressão com bola, combina, e cruza tenso da direita para o segundo poste. Muito bem. Quanto ao treinador, eu gostava de ter visto mexidas mais cedo. Mas às tantas o Paulo Bento pensou, e secalhar bem, que mexer naquela altura estragava. Porque dominámos a segunda parte e a equipa não desequilibrou na transição defensiva mesmo quando o jogo, mas não a equipa, partiu aí aos 60m.
Portantos, prontos e consequentementes, dominámos e merecemos ganhar. A segunda parte é de equipa, mais o CRonaldo, e o CRonaldo é o CRonaldo.
R. Patrício - Sem trabalho. Alguma dificuldade com o pé direito. A culpa é dos colegas que sabem que o homem é canhoto.
J. Pereira - Tirando o já referido lance aos 59, esteve bem. Subiu a apoiar e cobriu bem a linha. Devia ter tentado o golo olímpico, não percebo porque não o fez.
Pepe - O do costume, com pouco trabalho. Em sendo preciso esteve lá.
B. Alves - Na linha do Pepe.
F. Coentrão - Primeiros 15m demonstrou algumas dificuldades, a partir daí cobriu sempre bem a linha e subiu muito e bem.
Veloso - Perdido com a equipa nos primeiros 20m. Depois engatou entre as linhas do meio campo checo e manteve sempre o equilíbrio da equipa no meio.
Meireles - Curiosamente muito melhor na esquerda, e a meio da segunda parte vem para o meio com o Jiraseck, do qe a 8 na primeira parte, mas de novo, a equipa estava perdida.
Moutinho - O melhor Moutinho que vi neste Europeu. Bem no jogo todo, a atacar e a defender. Cruzamento para o golo e dezenas de progressões com boal, diagonais e combinações. Muito bem.
Nani - Na primeira parte andou em discussões e assim. Na segunda parte foi o Nani do Europeu. Linha toda dele, cruzamentos, combinações, remates e fintas.
CRonaldo - Melhor em campo. Grande jogo, na primeira parte foi ele o ataque e resolveu.
Postiga - Só lá andou 35 minutos ou assim, queando o ataque era o CRonaldo. Esteve bem quando se fez pressão alta.
Custódio - Segurou meio campo e subiu na direita.
Rolando - Andou lá a defender.
Falo amanhã do Almeida quando tiver tempo.
primeiros 5 minutos - 6 passes longos falhados em 6 tentativas.
6 minutos - Canto para Portugal, primeiro passe longo concluído.
10m - Porrada com Nani. Troca de Alas?
12m- Pressão alta ganha 2 cantos seguidos. Os 3 da frente + Moutinho
14m - Desconcentração defensiva cria perigo.
Árbitro inglês apita à J. Pratas. Nani não faz falta para amarelo, CRonaldo não faz falta. Amarelo bem dado a Veloso. (Posta aos 15m mais ou menos) Epá vou parar com apontamentos aqui são demasiados para transcrever.
Até aqui o jogo foi esquisito. Os Checos conseguiram dominar o meio campo e aparecer em velocidade e superioridade. Raramente concluíram jogadas ou remataram com perigo. Só aos 27m fizeram um cruzamento rasteiro perigos que o Pepe safou. O jogo nunca partiu e falhámos muito na construção, especialmente porque os 3 do meio não se conseguiam "encaixar" nos médios defensivos checos.
A partir dos 20 minutos equilibrámos e o CRonaldo começou a aparecer. E a posta do intervalo é o que tenho a dizer. Quero só destacar a bicicleta do CRonaldo (única opção), o remate ao poste e a "agressão ao Nani, que não deu amarelo. Quanto à lesão do Postiga tenho um espacinho especial no fim da posta para o Almeida.
Na segunda parte entrámos para ganhar. O Meireles foi jogar declaradamente a interior esquerdo e o Jiraseck deixou de chatear. O Coentrão comeu metros com bola e fez o + 1 na ala para depois entrar na área ou cruzar. Os centrais fizeram o costume, o Patrício via o jogo, e o Pereira apoiou sempre a linha. O Moutinho e o Veloso dividiram a recuperação deixando, na construção, o Veloso no passe e o Moutinho na progressão. O Cronaldo começa a fazer diagonais, a rematar de todo o lado, a trocar de ala só para chatear, a recuar para construir, e a evitar perder a bola. O Nani fazia a linha sem bola, com bola procurava combinações, um para um, segurar a bola para inventar, e cruzamentos tensos. E foi isso. Dominámos o jogo em todo o campo e, à excepção de um cruzamento aos 59, jogada pelo lado esquerdo do ataque checo (canto do cisne para a República Checa), em que o Pereira (2x) e o Moutinho são papados, os Checos tinham medo de atacar. Podíamos ter marcado mais e mais cedo, mas desta vez a sorte não contou tanto quanto como contra a Dinamarca. O Moutinho rompe em progressão com bola, combina, e cruza tenso da direita para o segundo poste. Muito bem. Quanto ao treinador, eu gostava de ter visto mexidas mais cedo. Mas às tantas o Paulo Bento pensou, e secalhar bem, que mexer naquela altura estragava. Porque dominámos a segunda parte e a equipa não desequilibrou na transição defensiva mesmo quando o jogo, mas não a equipa, partiu aí aos 60m.
Portantos, prontos e consequentementes, dominámos e merecemos ganhar. A segunda parte é de equipa, mais o CRonaldo, e o CRonaldo é o CRonaldo.
R. Patrício - Sem trabalho. Alguma dificuldade com o pé direito. A culpa é dos colegas que sabem que o homem é canhoto.
J. Pereira - Tirando o já referido lance aos 59, esteve bem. Subiu a apoiar e cobriu bem a linha. Devia ter tentado o golo olímpico, não percebo porque não o fez.
Pepe - O do costume, com pouco trabalho. Em sendo preciso esteve lá.
B. Alves - Na linha do Pepe.
F. Coentrão - Primeiros 15m demonstrou algumas dificuldades, a partir daí cobriu sempre bem a linha e subiu muito e bem.
Veloso - Perdido com a equipa nos primeiros 20m. Depois engatou entre as linhas do meio campo checo e manteve sempre o equilíbrio da equipa no meio.
Meireles - Curiosamente muito melhor na esquerda, e a meio da segunda parte vem para o meio com o Jiraseck, do qe a 8 na primeira parte, mas de novo, a equipa estava perdida.
Moutinho - O melhor Moutinho que vi neste Europeu. Bem no jogo todo, a atacar e a defender. Cruzamento para o golo e dezenas de progressões com boal, diagonais e combinações. Muito bem.
Nani - Na primeira parte andou em discussões e assim. Na segunda parte foi o Nani do Europeu. Linha toda dele, cruzamentos, combinações, remates e fintas.
CRonaldo - Melhor em campo. Grande jogo, na primeira parte foi ele o ataque e resolveu.
Postiga - Só lá andou 35 minutos ou assim, queando o ataque era o CRonaldo. Esteve bem quando se fez pressão alta.
Custódio - Segurou meio campo e subiu na direita.
Rolando - Andou lá a defender.
Falo amanhã do Almeida quando tiver tempo.
ARRAFODA-SE
CRonaldo. É injusto. Eles jogam com 12, aquele central deles, o Almeida, entrou bem no jogo.
Paulo Bento
Está à espera que o jogo influencie uma substituição, quando devia ser o contrário a acontecer. Guardarei para o fim o resto.
Isto não está a correr bem
e podia estar pior. Várias coisas. Tenho um apontamento a dizer: "Nani está bêbado". O jogo está durinho.
O problema é todo no meio campo. Os Checos jogam como esperado Nós temos o meio campo ao contrário e não conseguimos progredir. Quando eles aparecem em velocidade treme tudo. O Almeida tem o descaramento de pedir a bola em fora de jogo e de reclamar com o Ronaldo por não lhe passar a bola no remate ao poste. Precisamos que alguém assente no meio campo sem subir, a garantir +1 nas transições defensivas. Eles defendem com 2 ou 3 para o CRonaldo e o Nani, e sempre em "cortina" na ala. Passe para trás, remate de fora ou passe para a área. Não tenho tempo para mais. Estive a fazer agora o jantar. Vou comer.
O problema é todo no meio campo. Os Checos jogam como esperado Nós temos o meio campo ao contrário e não conseguimos progredir. Quando eles aparecem em velocidade treme tudo. O Almeida tem o descaramento de pedir a bola em fora de jogo e de reclamar com o Ronaldo por não lhe passar a bola no remate ao poste. Precisamos que alguém assente no meio campo sem subir, a garantir +1 nas transições defensivas. Eles defendem com 2 ou 3 para o CRonaldo e o Nani, e sempre em "cortina" na ala. Passe para trás, remate de fora ou passe para a área. Não tenho tempo para mais. Estive a fazer agora o jantar. Vou comer.
15m
1 passe longo em 9 tentativas. 6 nos primeiros 5 minutos. Meio campo ao contrário do que foi com a Holanda. Veloso sem espaço para ver zona de passe. Boa pressão alta dos 3 da frente mais o Moutinho dos 11m aos 14m. A partir dai as mudanças de velocidade dos checos na frente está a dominar o jogo e a criar oportunidades. O Meireles não pode estar a fazer jogo e a defender ao mesmo tempo. Agora só ao intervalo.
Até agora
Tenho evitado falar dos jogos após terem acontecido, pelo menos na parte relativa ao treinador. É fácil ser o Captain Hindsight. Por isso tenho-o feito durante os jogos. Em tempo útil digo o que me parece. Segue breve resumo do que foi Portugal até agora.
O que tivemos foi uma equipa mais ou menos em crescendo. Contra a Alemanha, independentemente das oportunidades só assumimos a posse e o jogo quando nos deixaram. Não merecíamos ganhar.
Contra a Dinamarca a equipa andou aos repelões e, podendo, não matou o jogo. Há culpas individuais e do treinador por não ter tomado medidas atempadas.
Contra a Holanda os primeiros 12 minutos foram deles. Depois, e parece-me que por ordem do treinador, passámos a ocupar bem os espaços na transição defensiva, e equilibrámos ao meio com a solução D'Agostino da Udinese, com o Veloso a ocupar o espaço do portador adversário e a levar o jogo para a frente. A defesa já era consistente, os nossos alas são muito fortes, faltava aquilo, o meio campo a conseguir ocupar toda a zona de transição. Assim o Veloso pode ser 6. Uma solução diferente da que eu originalmente preferi, mas, a bem de Paulo Bento diga-se que o Pepe tem sido fundamental a defender e a "varer" a área, e, a manter-se o modelo da maior parte do jogo com a Holanda, o Veloso pode ter espaço para ser determinante no início da construção. Os jogadores: Está tudo dito nas postas dos jogos.
Contra a República Checa. Manter o que de bom se fez com a Holanda. A República Checa é uma equipa experiente, com muita ratice. Joga o Darida em vez do Rosicky. É uma equipa experiente que vai tentar fazer o 2-1 em cima do Nani e do CRonaldo, e os dois médios defensivos vão tentar comer toda a zona de construção portuguesa. Depois no ataque meter velocidade nas imediações da área com passes curtos na progressão. Como contrariar isto? Subidas rápidas com bola pelo meio, combinações a segurar a bola no meio campo, quando não der para subir, e esperar que o Meireles ou o Moutinho possam apoiar na ala para progredir na linha. Cá atrás fazer o que tem sido feito, na frente a história é sempre a mesma, diagonais com e sem bola e combinações com 2, 3 toques.
Se conseguirmos arranjar um bocadinho de espaço na nossa zona de construção podemos controlar e ganhar isto. Depois temos o CRonaldo.
O que tivemos foi uma equipa mais ou menos em crescendo. Contra a Alemanha, independentemente das oportunidades só assumimos a posse e o jogo quando nos deixaram. Não merecíamos ganhar.
Contra a Dinamarca a equipa andou aos repelões e, podendo, não matou o jogo. Há culpas individuais e do treinador por não ter tomado medidas atempadas.
Contra a Holanda os primeiros 12 minutos foram deles. Depois, e parece-me que por ordem do treinador, passámos a ocupar bem os espaços na transição defensiva, e equilibrámos ao meio com a solução D'Agostino da Udinese, com o Veloso a ocupar o espaço do portador adversário e a levar o jogo para a frente. A defesa já era consistente, os nossos alas são muito fortes, faltava aquilo, o meio campo a conseguir ocupar toda a zona de transição. Assim o Veloso pode ser 6. Uma solução diferente da que eu originalmente preferi, mas, a bem de Paulo Bento diga-se que o Pepe tem sido fundamental a defender e a "varer" a área, e, a manter-se o modelo da maior parte do jogo com a Holanda, o Veloso pode ter espaço para ser determinante no início da construção. Os jogadores: Está tudo dito nas postas dos jogos.
Contra a República Checa. Manter o que de bom se fez com a Holanda. A República Checa é uma equipa experiente, com muita ratice. Joga o Darida em vez do Rosicky. É uma equipa experiente que vai tentar fazer o 2-1 em cima do Nani e do CRonaldo, e os dois médios defensivos vão tentar comer toda a zona de construção portuguesa. Depois no ataque meter velocidade nas imediações da área com passes curtos na progressão. Como contrariar isto? Subidas rápidas com bola pelo meio, combinações a segurar a bola no meio campo, quando não der para subir, e esperar que o Meireles ou o Moutinho possam apoiar na ala para progredir na linha. Cá atrás fazer o que tem sido feito, na frente a história é sempre a mesma, diagonais com e sem bola e combinações com 2, 3 toques.
Se conseguirmos arranjar um bocadinho de espaço na nossa zona de construção podemos controlar e ganhar isto. Depois temos o CRonaldo.
domingo, 17 de junho de 2012
Ganhemos
Logo se fala disto mais a sério, mas foram bons 65/70 minutos. Gostei de ver a equipa depois das alterações no meio campo.
Sai Meireles entra Custódio
Dois trincos ou Custódio + 2. Falhámos. O Nani. Grande transição. Moutinho Ronaldo, falhanço. Foda-se.
Parece que vem aí o Oliveira
Hasta Postiga. Há espaço para jogar na frente e bolas a recuperar. Coisas que o Oliveira gosta de fazer.
Filmaram o Almeida no banco a esfregar os olhos com a expressão: "Da-se, nunca mais jogo".
Filmaram o Almeida no banco a esfregar os olhos com a expressão: "Da-se, nunca mais jogo".
Postiga
Está alheado do jogo. A equipa parece ter-se esquecido que tem de ganhar. O Pereira tem de ter cuidado, está aqui está com amarelo. Estamos mal nas bolas paradas defensivas, é preciso melhorar. Muitas bolas ao segundo poste. O árbitro poupou vermelho ao Willens quando ceifou o Moutinho.
Intervalo
Começámos mal, mas depois de sofrermos o golo melhorámos. Mas de qualquer maneira deixámos o jogo partir e corremos muitos riscos. Até que, parece-me com o dedo do treinador (pelo menos é o que espero), a compensação no meio fez-se ao contrário. E a partir dos 25m, mais ou menos, conseguiu criar oportunidades a
sério, e continuámos a criar quase até ao fim da primeira parte. O CRonaldo agora, conforme, não onde está a bola, onde estão os adversários vem para o meio ou cai na esquerda. O Meireles agora é interior esquerdo. Dificuldades na progressão pela linha mas bem na recuperação, o que permite ao CRonaldo defender menos para descansar das sucessivas diagonais e piscinas. O Moutinho pega no jogo, e mais importante, o Veloso em vez de andar a cair nas alas (estão lá o Meireles e o Nani no apoio) fica no meio a subir com bola após as recuperações, e a segurá-la até a equipa subir. Ganha bolas no espaço nos 30 metros à volta do meio campo. O Postiga anda a acompanhar a equipa, é até surgir oportunidade.
Agora o B. Alves já meteu uns bons 3 passes de 40 ou 50 metros, e falhou um passe lateral praí a 20. Tem estado bem, ele e o Pepe. O Coentrão foi subindo com a equipa, e a equipa com ele, o Pereira tem estado muito bem, até nas faltas. O Nani joga a todo o comprimento da linha lateral, e sempre bem. O CRonaldo quer ser o melhor. Tem de largar mais a bola. Muito cuidado na segunda parte. Quando demos a bola à Holanda sofremos. Eles tentam atacar muito e com muitos. Portanto, antes de mais, tentar sermos nós a condicioná-los, em vez de entrarmos a reagir ao jogo deles. Easier said than done.
Agora o B. Alves já meteu uns bons 3 passes de 40 ou 50 metros, e falhou um passe lateral praí a 20. Tem estado bem, ele e o Pepe. O Coentrão foi subindo com a equipa, e a equipa com ele, o Pereira tem estado muito bem, até nas faltas. O Nani joga a todo o comprimento da linha lateral, e sempre bem. O CRonaldo quer ser o melhor. Tem de largar mais a bola. Muito cuidado na segunda parte. Quando demos a bola à Holanda sofremos. Eles tentam atacar muito e com muitos. Portanto, antes de mais, tentar sermos nós a condicioná-los, em vez de entrarmos a reagir ao jogo deles. Easier said than done.
E o Pereira a justificar elogios
Bom golo do CRonaldo, grande assistência. Olhem o que aconteceu quando o Veloso é o primeiro a subir na zona.
Estamos melhor
Vai Postiga. De qualquer modo todas as bolas da Holanda criam demasiado perigo para ser verdade. Chateia. Estamos a deixar o jogo partir. O Nani e o CRonaldo estão bem.
Tanto pediu para jogar
Que marcou aos 11 minutos. É um grande golo. Nada a fazer. Quer dizer, nada a fazer pelo Patrício, já que de resto metem nojo. O Coentrão ainda não se esqueceu do Robben em Munique, tem mais medo que vontade. O Nani vem para o meio tentar fechar. O Postiga que deixe os centrais e venha defender a 10. Nem falo do que o Veloso não está a fazer.
A Holanda
Reparem na progressão da velocidade de jogo à medida que se adiantam no campo. Não é marcar mais à frente, é cortar linhas mais à frente. Impedir o passe à saída do meio campo, ainda do lado holandês. O CRonaldo fica a ralhar com o árbitro enquanto o jogo decorre nas suas costas. O árbitro erra mas o jogo continua.
A Holanda mais logo
A Holanda joga igual desde 2010. O que é normal já que foram até ao finzinho. Neste Europeu perdeu os dois jogos. Contra a Dinamarca criou muitas oportunidades, mas mamou no contra ataque. Contra a Alemanha perdeu por um e podia ter perdido por mais. É um sistema parecido com o da Alemanha, mas com menos força. Um daqueles 4-2-3-1 que se transforma em 4-3-3 a atacar. Portanto, sendo a equipa de 2010 e a que já jogou 2 jogos neste Europeu há pouco a dizer quanto ao modelo de jogo e assim. Parece-me mais importante o facto de a Holanda estar num "limbo" psicológico e de espírito de grupo que pode ser mais perigoso que o resto. Dizem os jogadores e a imprensa que no balneário há o grupo dos que jogam, o grupo dos que entendem que devem jogar e o grupo dos que pensam: "foda-se, calem-se e joguem caralho". Ou seja, apesar de irmos jogar com a toda poderosa(?) Holanda só pode haver um plano de acção que não passa propriamente, como disse Paulo Bento, por controlar o jogo. Porque a Holanda controlou o jogo com a Dinamarca e perdeu e a Holanda tem Robben e Van Persie, entre outros, que em contra ataque resolvem. Este é daqueles em que não os podemos deixar acreditar. É um jogo da Taça entre um grande e o Arrentela, matar-lhes as esperanças ao princípio, sendo que as esperanças deles passam por nos ganhar por 4. Mais do que controlar é ir para cima deles. Como? Para mim, sem mexer no modelo de jogo, o que sabendo das preferências de Bento, é assim:
O Veloso vai jogar. Para ganharmos o meio campo precisamos essencialmente de não deixar o Sneidjer pensar, nem o Afellay subir com bola. Ora tendo o Veloso muitas dificuldades na cobertura eu sugiro a solução D'Agostino da Udinese e Fiorentina. Se temos um jogador forte no passe e relativamente criativo, cuja posição é a 6 temos de arranjar maneira de ele poder ter bola a iniciar o ataque. Sem mexer na táctica proponho que seja o Meireles a cair no Sneijder quando este progride com bola e o Moutinho a cobrir linha de passe e deixar o Veloso na zona. Na recuperação procurar o o médio com mais espaço, e, nas subidas para ataque continuado, deixar que seja o Veloso a levar a bola, com Moutinho no apoio ao meio. Cabe ao Meireles cobrir as costas. Ou seja, dois "8" a recuperar bolas e a garantir equilíbrio e um organizador de jogo a 6. Com isto quer-se evitar que Veloso tenha de fazer mais vezes aquilo que faz pior. Nas transições rápidas, algo para fazer repetidamente, passa a bola quem a tiver para quem tiver mais espaço na frente.
Quanto à defesa e ao ataque deixo tudo igual. CRonaldo e Nani são incontestáveis, o Postiga marcou 1 em 3 no último jogo, mais uma boa assistência. É injusto tirá-lo da equipa. Ou seja, a defesa a fazer o mesmo, especialmente o Pepe a "varrer" a entrada da área e o B. Alves a cobrir quem entra. Os laterais a subir à vez, sendo que não é um de cada vez, é, por norma, o Pereira cá atrás e o Coentrão a levar a bola. Na frente, digo o que digo sempre. Diagonais com e sem bola dos extremos, bolas rápidas na linha, progressão pelo meio só para combinações e remates de fora.
O Veloso vai jogar. Para ganharmos o meio campo precisamos essencialmente de não deixar o Sneidjer pensar, nem o Afellay subir com bola. Ora tendo o Veloso muitas dificuldades na cobertura eu sugiro a solução D'Agostino da Udinese e Fiorentina. Se temos um jogador forte no passe e relativamente criativo, cuja posição é a 6 temos de arranjar maneira de ele poder ter bola a iniciar o ataque. Sem mexer na táctica proponho que seja o Meireles a cair no Sneijder quando este progride com bola e o Moutinho a cobrir linha de passe e deixar o Veloso na zona. Na recuperação procurar o o médio com mais espaço, e, nas subidas para ataque continuado, deixar que seja o Veloso a levar a bola, com Moutinho no apoio ao meio. Cabe ao Meireles cobrir as costas. Ou seja, dois "8" a recuperar bolas e a garantir equilíbrio e um organizador de jogo a 6. Com isto quer-se evitar que Veloso tenha de fazer mais vezes aquilo que faz pior. Nas transições rápidas, algo para fazer repetidamente, passa a bola quem a tiver para quem tiver mais espaço na frente.
Quanto à defesa e ao ataque deixo tudo igual. CRonaldo e Nani são incontestáveis, o Postiga marcou 1 em 3 no último jogo, mais uma boa assistência. É injusto tirá-lo da equipa. Ou seja, a defesa a fazer o mesmo, especialmente o Pepe a "varrer" a entrada da área e o B. Alves a cobrir quem entra. Os laterais a subir à vez, sendo que não é um de cada vez, é, por norma, o Pereira cá atrás e o Coentrão a levar a bola. Na frente, digo o que digo sempre. Diagonais com e sem bola dos extremos, bolas rápidas na linha, progressão pelo meio só para combinações e remates de fora.
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