quarta-feira, 13 de junho de 2012

15 minutos

Equipa muito nervosa, Moutinho aos 9m nem consegue levantar para a área. 9:45m: O Postiga nem à bola se faz. Se o ponta de lança vem para o meio cadê a velocidade e cadê a profundidade ao meio? É para o Meireles? É para mim? Veloso no Eriksen?
A partir dos 12m, maior equilíbrio, precisamos de progredir com bola. Sai o Zimling. Deve vir o Poulsen, segundo a televisão.
Tivemos 3 bons minutos a fazer o que é preciso, correr com bola nos pés. Depois o Coentrão (14) foi comido pelo Rommendhal. A defesa para defender tão à frente precisa melhor coordenação. Bola no pé e passes para a área. E rematar de fora.

Engano meu

Bendter sozinho na frente, Zimling no meio campo, a fazer posição 8. Não tava a ver isto.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Olá outra vez Dinamarca

A Dinamarca é a equipa da fase de grupos, que já vimos contra a Holanda. O que temos? Continua a valer o conceito do "altos, fortes e louros", mas sem a parte "tosca" do conceito. A defesa são gajos altos e fortes na recuperação e no confronto directo. Pelo ar são não perdoam. E os centrais são titulares de equipas boas em campeonatos a sério. O meio campo são 3 a recuperar, com os interiores a tentarem progredir com a equipa, a chamada subida em bloco. Há sprints esporádicos pela linha, mas a ideia é manter o bloco nas transições.O outro do meio campo é o que desequilibra. O Eriksen é uma espécie de 10 e 1/2. Constrói, rompe, aparece a fazer a sobreposição nas alas, é rápido. Falha um bocado no remate de longe, mas não nos podemos fiar nisso. E depois são dois pontas de lança. Contra a Holanda jogou o Zimling, que não conheço. É rápido, tenta aparecer muito no espaço entre lateral e central, mas é um jogador de 27 anos que não serviu para o Udinese. É a "muleta" do ataque. Serve para fazer o "+1" na progressão, porque não é forte com bola, e é o primeiro a pressionar o defesa que quer sair com bola. E o Bendtner. Este é o jogador com mais auto confiança que conheço. Na cabeça dele é uma mistura do Pelé com o Van Basten, o que não sendo necessariamente bom, pode ser muito perigoso para Portugal. Este remata, e tenta inventar. É a principal referência atacante e é, por norma, quem dá profundidade a equipa. É um nome conhecido do futebol, quanto mais não seja porque nunca se sabe onde vai jogar na época seguinte. É uma competição importante para este gajo porque está naquela altura da carreira em que "é ou não é".
Enquanto equipa, a Dinamarca procura o controlo do jogo mesmo que não tenha a posse. Gosta de se alargar no terreno e criar espaços. A contra atacar é fortíssima. O passe sai, por norma, na diagonal para a progressão, procurando o Eriksen ou os médios interiores. Se for o Ericksen levanta a cabeça e progride ou mete na frente. Os interiores por norma esperam pela subida do resto da equipa. Quando o passe é metido directamente na frente, é para o Bendter, que segura e tenta o 1-2 ou virar-se para a baliza. É uma equipa que tenta defender logo na saída, com os interiores a fecharem e o trinco a cobrir à zona até ter de encostar aos centrais.
Aposto no 11 que jogou contra a Holanda: aqui.
Portugal, mesmo 11 do primeiro jogo, digo eu que joga. A minha opinião é conhecida, pelo menos eu conheço. Somos favoritos. Temos melhores jogadores, mais futebol. E é daqueles jogos para se apostar nisso mesmo, mas com regras. Abusar da progressão com bola e dos passes para as costas da defesa. Nunca deixar subir os nossos dois laterais ao mesmo tempo, é daquelas exposições desnecessárias ao risco que costumam ser fatais. Quem perde a bola na frente tem de correr imediatamente a 1 - recuperar a bola, 2 - recuperar a posição. Não deixar o Eriksen levantar a cabeça e pensar. Cair logo em cima e se preciso aleijar. Viu-se com a Holanda que é ali que muda o jogo da Dinamarca. O meio campo roda mais à volta dele do que da bola, e isso quer dizer qualquer coisa.

domingo, 10 de junho de 2012

sábado, 9 de junho de 2012

Parabéns Selecção, foi até ao finzinho

Depois de tudo o que disse antes e durante o jogo, já não sobra muita coisa.

R. Patrício - Sem hipóteses no golo. Defendeu o que havia para defender.
J. Pereira - Fica marcado pelo lance do golo. Não é que esteja mal posicionado, até porque não pode atravessar o o Gomez para chegar à bola, está é mal nutrido para discutir aquela bola. A defender pelo chão e de frente para o portador esteve bem, sem dar porrada nem inventar. Nas diagonais, cruzamentos e combinações viu-se à rasquinha. Subiu pouco, mas com critério, sem desposicionar a equipa, e esteve muito forte no passe (até porque arriscou pouco).
B. Alves - Esteve bem. Sempre rápido e forte no 1x1, seguro nas subidas. Não foi pelos centrais que a equipa quebrou. Subiu nas bolas paradas e não esteve longe no fim. Não há muito a dizer.
Pepe - O mesmo do B. Alves, e ainda, implacável na recuperação e disputa de bola, muito bem a sair e no passe, e uma bola no ãngulo que não entrou porque o futebol é patrocinado pela Liga dos Amigos dos Médicos Cardiologistas.No lance do golo é batido pelo desvio da bola.
F. Coentrão - Até no amarelo esteve bem. Fez-me lembrar o saudoso Paulinho Santos naquele jogo em que o árbitro (Marc Batta?) expulsou o Rui Costa por demorar menos tempo a sair do que os substituídos alemães, que andou sempre de dentes arreganhados cara a cara (sentido figurado era mais cara a peito) com quem abria a boca. A defender foi muito intenso, quer ao portador quer a fechar, mas foi na transição ofensiva que se destacou. Mais do que meia dúzia de subidas conseguidas na primeira parte (sendo o único português a ganhar metros pelas alas, sozinho empurrou a equipa para a frente sempre que pôde), estragadas por péssimos cruzamentos, a intensidade com que avança e que na  segunda parte lhe permitiu estar sempre a apoiar o ataque, mais frequentemente e com mais qualidade no que na primeira, e até a rematar dentro da área.. O melhor português de hoje.
M. Veloso - Globalmente surpreendeu-me pela positiva. Fez tudo o que estava ao seu alcance.. Nos primeiros 15 minutos adiantou-se mas depois desapareceu dentro da área quase até ao fim da primeira parte. Entrou melhor na segunda, e depois de sofrido o golo soube chegar-se a frente e definir jogadas. A questão é saber se tudo o que o Veloso tem para dar, naquela posição, é o suficiente para a equipa.
R. Meireles - A partir dos 15 minutos foi outro jogo para o Meireles. Aparecia muita gente com a bola controlada. e não conseguia sair com velocidade e segurança. Ainda assim soube evitar recuar demasiado e tentou sempre "sair para a frente". Não teve muito sucesso. Portugal quase não conseguiu sair com bola controlada. Na segunda parte foi outro jogo, antes e depois do golo sofrido. Antes do golo tentou fazer o mesmo, mas havia mais espaço, correu melhor. Depois do golo saiu.
J. Moutinho - Nem sei o que dizer. Foi difícil vê-lo na primeira parte. Não que tenha jogado mal, mas não conseguiu, nas poucas hipóteses que teve, fazer com que a equipa saísse para o ataque. Apoiou na defesa, tentou tapar o Khedira, mas naquilo que era preciso que fizesse, falhou. Na segunda parte entrou melhor, e depois de sofrido o golo, quando a Alemanha recuou, teve espaço para meter a bola e fê-lo quase sempre com critério. Foi o cotovelo do Moutinho que levantou a bola de golo.
Nani - Vi o Nani a jogar a lateral direito meia hora na primeira parte, a fazer a zona e a correr ao portador. Foi isso. Na segunda parte conseguiu progredir na linha e veio para o meio depois de entrar o Varela, e andou a fazer o 1 nas tabelas, a meter bolas e a virar o jogo. Meteu um cruzamento na barra. Tentou o um para um, por norma ganhou, cruzou, tentou rematar, levou a equipa para a frente. Esteve bem.
CRonaldo - Apagado na primeira parte. A equipa também não ajudou, de duas formas: primeiro, metia sempre para ele ; segundo,  com espaço metia-lhe mal a bola, no limite da impossibilidade. Na segunda parte tem uma boa bola com uma abertura do Moutinho, aos 65 m, mais ao menos, mas perde o tempo de remate para o Boateng. A partir do golo sofrido assumiu o jogo, deu boas bolas para golo, atacou o adversário e não foi por ali que o gato foi às filhós.
Postiga - Levou um amarelo na primeira parte, falhou a bola na pequena área, apareceu nas alas e perdeu sempre a bola. Na segunda parte saiu.
N. Oliveira - Entrou mal. Notou-se que queria ajudar mas perdeu logo a primeira bola e depois fez falta. No entanto, e isto é a tal coisa do futebol, essa vontade ajudar aliada ao físico do Oliveira, permitiu-lhe ganhar bolas no confronto directo e passá-las convenientemente. É dele o trabalho para o remate do Varela. E fez isso mais duas vezes, uma para o CRonaldo e uma com o Moutinho. Jogou de costas e de perfil para a baliza, e esteve bem. Se não joga o CRonaldo ao meio, às tantas este é a melhor opção.
Varela - Cheio de energia e vontade. Tabelou, fintou, tentou cruzar e falhou a melhor oportunidade do jogo. Acontece.

O Jogo. Não me vou pôr aqui com o que devia ou podia ter sido feito. Isso era batota, por isso foi feito antes do jogo. O que foi o jogo? Na primeira parte há o primeiro quarto de hora e o resto. Nos primeiros 15 m Portugal andou pelo meio campo e conseguiu trabalhar a posse razoavelmente com os 3 do meio campo. A partir daí a Alemanha decidiu vir para a frente e imediatamente Portugal recua as linhas. E foi um sufoco. Bolas e mais bolas em velocidade, jogadores a trocarem de posição, equipa tão recuada que passavam bolas rasteiras a toda a largura da saída da área. Não conseguimos sair depois da recuperação, e raramente se fez passe vertical, saía-se sempre para lateral, pára, mete no meio, progride, perde a bola. Não se conseguiu concluir a "transição ofensiva", e nem importa porque era muito lenta. A Alemanha esteve sempre perto da nossa área, e criou perigo.
Na segunda parte foi diferente. Até ao golo o jogo esteve dividido e parecia que ia partir. Conseguimos iniciar a progressão do Meireles na linha do meio campo e a do Moutinho à saída do meio campo. O Veloso fazia passes intencionais e o Coentrão comeu metros que foi uma coisa estúpida. O Nani começou a aparecer e o CRonaldo começou a fazer diagonais em série. A Alemanha respondia do mesmo modo, com o Bastian S. (7) a ir para a linha tapar o Coentrão e aproveitar o espaço, e o Ozil a abrir o jogo para as alas. Como já disse, parecia que o jogo ia partir. Entra o Oliveira e sofremos o golo passados 5 minutos ou assim. A Alemanha recua as linhas para procurar o contra ataque e Portugal toma conta do jogo. Alguns remates com perigo, uma bola nos ferros, e mais remates do que no resto do jogo. Há várias coisas a retirar disto. A primeira é que a derrota não é injusta. A Alemanha dominou a maior parte do jogo e esteve bastante tempo acampado no nosso meio campo. A segunda é que Portugal pode ser mais do que foi na primeira parte sem nunca esquecer que foi a Alemanha que abdicou da posse de bola após o golo. A terceira é que sinto que houve jogadores com o empate na cabeça, desde o sorteio.  

Oliveira a titular?

O Varela olhou para o guarda redes e chutou contra ele.

2 no ferro chateia

Vai entrar o Kroos. Quem disse para o Nani chutar de sítios esquisitos?

Sem Chance

Aos 73 m: Gomez vs. João Pereira. Mamámos. Alguém avisou. Já não vem aí o Klose.

Substituição

Entrou o Oliveira????????

E o Klose também aí vem.

À hora de jogo

Está equilibrado e a começar a partir. O Khedira quis levar o pé do Moutinho para casa.

Intervalo

Repito o que disse na antes do jogo. Precisamos do CRonaldo mais em jogo, é metê-lo ao meio, que na esquerda tem 3 adversários sempre ao pé. No meio até podem meter 7. E precisamos de "comer" os 10/15 metros à frente da área, sem meter lá mais um jogador.

Foda-se Puta Merda

Bem Pepe.

É vermelho

Aquilo do badstuber ao Nani é vermelho. Falta em carrinho, por trás, ao pé de apoio. Vermelho.

À meia hora de jogo

É tudo deles. Baixamos muito as linhas porque não conseguimos cobrir o espaço à frente da área. Quando eles metem um bocadinho de velocidade quase não conseguimos respirar, quando nos primeiros 20 minutos conseguimos cobrir quase no meio campo. O Veloso já nem vê os jogadores quanto mais a bola. O Postiga só se viu no amarelo e a falhar a bola na pequena área.

Aos 15m

Eh Postiga! Quanto ao jogo, gosto de ver o CRonaldo a trocar com o Postiga. A ideia para a saída de bola está bem pensada mas mal executada. aos 14:30 os meus receios confirmam-se. O Veloso não consegue "comer" o passe. Se fosse um corneto...

Portugal vs. Alemanha

O Low enganou-me. Joga o Boateng. Mas joga do lado direito. Muda porque sabemos que este é defesa. Mas Portugal tem de fazer o mesmo. E joga o Badstuber, que é melhore que Metersacker. De qualquer modo a minha preocupação é não ter falhado o 11 de Portugal, à excepção do Postiga.  A ideia parece ser haver capacidade de trocar a bola pelo chão na frente. Vamos a ver.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A história do futebol e o Xavi

"Mourinho não vai ficar na história do futebol. Para mim o melhor é Guardiola, e assim foi durante os quatro anos em que esteve à frente do Barcelona. Revolucionou o futebol", disse Xavi em entrevista ao Canal+.

Na opinião deste médio o Mourinho, que ganhou campeonatos e tripletas e mais não sei o quê, não fica na história, perdendo o lugar para o Guardiola que desisistiu de treinar por causa da pressão ou lá o que era, ou por ter perdido o campeonato para uma equipa que fez 100 pontos. É por estas declarações que as pessoas não gostam do Barça. Têm a mania que são moralmente superiores aos outros e que as suas vitórias têm mais valor do que as dos outros. Este ano ganharam a Taça, não foi? Como a Académica em Portugal. 

As coisas que se descobrem

Hoje disseram-me que eu, e as coisas que decido fazer, e o modo como gasto o meu tempo é, e passo a citar: "Ridículo". E é isso. Não é que não seja verdade, é mais o ouvir-se isto directamente vindo de quem realmente me importa. Sou ridículo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Euro 2012 - Quem és tu Nationalmannschaft, e como te posicionar de modo a que percas a guerra

A Alemanha não é novidade para ninguém. É basicamente a equipa de 2010. Um 4-2-3-1 típico, que com bola ou em contra ataque se "transforma" em 4-3-3, com os alas a entrar, ou mesmo em 4-2-4 quando o médio ofensivo (Ozil em princípio) se encosta ao ponta de lança. No entanto é difícil apontar uma equipa-tipo. Por causa das lesões e experiências na defesa, porque não se sabe se joga o Kroos ou o Schweinsteiger, porque o Klose pode jogar. O que nos interessa é o jogo com Portugal. Segundo ouvi no rádio o Low está muito tentado a pôr o Lahm à esquerda, porque parece que o Boateng andou com actrizes pornô durante o estágio, e jogar com o Lars Bender à direita. Eu não conheço este Bender, conheço o de lata, mas pelo que tenho visto é um 8, ou box to box, ou médio de transição, ou qualquer outra idiotice que tenham ouvido na televisão dito por quem ainda não percebeu que os números dizem sempre o mesmo, basta olhar para a táctica. Rápido na recuperação e na progressão com bola, forte na recuperação, criterioso no passe e rematador. Parecido com o Witsel, vá. Mas só o vejo a jogar no meio campo, de frente para o jogo, a posicionar-se enquanto olha para trás e para a frente, e não para a frente e para o lado como deve fazer um lateral. Parece ser bom jogador (é internacional alemão) mas não sei como joga a lateral. O Paulo Bento deve saber. Adiante. Não sei é é jogo do Low mas acredito que joguem estes laterais. Quem serão os centrais? Os que mais jogaram na fase de qualificação foram o Badstuber e o Mertesacker. Mas contando também os amigáveis pós qualificação aparece muito o Hummels, que parece que vai jogar mais o Mertesacker. A seguir só há duas dúvidas, e só uma delas pode mudar o jogo da Alemanha. Eu aposto que joga o Neuer; Bender, Lahm, Hummels, Mertesacker; Khedira, Schweinsteiger, Ozil; Muller, Podolski, Mario Gomez/Klose (tacticamente, neste caso, iguais). A diferença pode vir se entra o Kroos em vez do Schweinsteiger. Não me parece, mas a acontecer muda um bocado o meio campo. O Kroos é mais ofensivo que o Schweinsteiger, progride mais vezes com a bola e é capaz de comer um bocado de espaço ao Ozil, não me cheira. Portanto, para o que interessa, a equipa é a que aí está, com ponta de lança à escolha do freguês. O que temos? A partir do Khedira é uma equipa fenomenal. Trinco forte e bom no passe, médios rápidos que sabem quando subir e quando rematar. Avançados que antes de tocarem na bola já sabem onde estão e onde está a baliza. O que pode fazer Portugal? Muito. Primeiro, isto não é jogo nem para o Veloso nem para o Almeida. São para riscar. Alguém tem de cobrir o espaço entre o Schweinsteiger e o Ozil. Eles sobem os dois ao mesmo tempo e têm 3 anos de selecção a jogar juntos. Ninguém os marca individualmente, que isto não é o Europeu de 1912, é preciso um jogador forte e rápido, duas características de que o Veloso não padece, a interceptar bolas e a recuperá-las no 1x1. Sem isto nada feito. A defender depende muito deste trinco (Pepe, espero eu) e do Meireles a pressionar. Portanto, até aqui temos (aquela que eu acho mais adequada): Rui Patrício; Ricardo Costa, Bruno Alves, Rolando, Coentrão; Pepe, R. Meireles, J. Moutinho; Quaresma, Nani, CRonaldo. Na realidade parece-me que vai ser: R. Patrício; J. Pereira, Pepe, B. Alves, Coentrão; Veloso, Meireles, Moutinho; Cronaldo, Nani, Almeida. Os 4 de trás têm de defender com calma, o que não é defender devagar. É não atacar o portador (ok J. Pereira?), é esperar pela bola no espaço para meter o pé, é subir ao mesmo tempo para fazer o fora de jogo. Para os centrais é ainda marcar o ponta de lança à vez e dobrar os laterais que sobem no auxílio à pressão feita por Meireles/Pepe (aqui é Veloso mas não consigo, por mais que tente, indiciar numa frase que o Veloso vai pressionar um adversário sem me sentir sujo). O Moutinho vai lá andar mas tem de defender na zona e não no portador, porque alguém no meio campo tem de estar a ver o jogo. Defensivamente é isto, calma, concentração e porrada se for preciso.
Muito importante, assim que se recupera a bola meter na frente. Logo. Recupera, joga no espaço, levanta a cabeça, e mete na frente. A Alemanha ataca a sério, e quando o Khedira ultrapassa o meio campo sem bola a equipa desposiciona (palavra inventada acho eu). É a maneira mais certa de fazer golo. Não quer dizer que resulte, e é aqui que entra a ausência do Almeida. Imaginem. Meireles recupera e passa ao Moutinho que tem 4 metros para receber e ver o jogo. Levanta a cabeça vê o colega com espaço na frente, que está a 30/35 metros da baliza, e tem 2 ou 3 metros para começar a correr/passar, e mete a bola. O colega é o Almeida. Imaginem a mesma coisa. Agora quem recebe à frente com espaço é o CRonaldo. É diferente. No primeiro caso imaginam alguém a chutar com os dois pés ao mesmo tempo no vazio enquanto um adversário, que teve de apanhar 2 autocarros e um táxi para lá chegar, recupera a bola. No segundo caso imaginam perigo (na realidade a ilusão de perigo, coisa só alcance dos grandes) quando a bola está a 30/35 metros da baliza. Se queremos passar a bola com segurança na frente o Almeida não joga. Mas neste jogo ainda deve jogar menos. O Mertesacker nunca fez chichi. E por isso os seus rins são feitos de pedra. Além disso teve lesões e fez uma época abaixo do razoável no Arsenal. Estamos a falar de alguém que não muda de velocidade, não roda, não tem "pique". É claro que para defender directamente o Almeida isto conta pouco. Agora apanhar o CRonaldo no 1x1, para o Mertesacker pode dar hemorragia interna. Temos de utilizar aquilo que é a nossa força contra aquilo que é a área menos forte da Alemanha: os centrais. O mais rápido parece que nem vai jogar. Mas qualquer homem estátua marca o Almeida enquanto ganha uns trocos.
Resumindo: para ganhar à Alemanha precisamos de ter sorte. Depois é preciso não desperdiçar. O não desperdiçar não é o marcar golo em todos os remates, é conseguir acabar as jogadas. É concluir, seja com golo, seja com cruzamento falhado, seja com o que for. É não parar a meio com passes para o nada e recepções defeituosas, é não perder tempo com fintas no meio campo, é dar 3 toques mesmo quando se podem dar 19. É "avançar para a frente", e não com passes laterais à Moutinho, é abusar de diagonais para fora no espaço entre centrais e o Bender, que com o Lahm a coisa pia mais fino, e diagonais para dentro, no mesmo espaço, na progressão com bola. É dizer ao Nani para chutar de longe e de sítios esquisitos, é deixar o Quaresma trivelar e inventar no último terço e mandar-lhe um sapo de loiça à tromba se inventa atrás (inventar atrás inclui não vir defender) Essencialmente é jogar para frente, não é ir para cima deles, é atacar, meter a bola com segurança no último terço e acelarar (a palavra pode estar mal escrita mas eu gosto mais assim).

domingo, 3 de junho de 2012

Os Jogos de Portugal. Teste Beta - Já houve Selecções com mais opções...



(Isto é mais relativo à parte da preparação de uma equipa para o Europeu do que análise ao jogo propriamente dito. Nos jogos a sério será diferente.)


Já houve, já. Mas trabalha-se com o que se tem. E não se tem o Bosinwga nem o Carvalho. O Carvalho sabe-se porque não vai, o melhor lateral direito português não. Resta-te uma defesa em que só os centrais são relevantes de cabeça e um trinco que não salta e corre muito pouco. No ataque os problemas são vários. A CRonaldodependência não me parece ser um deles, considerado por si só. É natural que se procure o melhor para resolver. Resta o quê:
- Nani demasiado encostado à linha. Passa demasiado tempo alheado do jogo, até por causa de se procurar muito mais o CRonaldo.
- Hugo Almeida não serve para jogar sozinho ao meio. Os pés não funcionam, e em cinco passes verticais rasteiros só conseguiu receber um mas depois não conseguiu passar a bola.
- Não se sabe quem é o médio que sobe. Nem os médios centro sabem. É que se sobe só um não ocupa o espaço para entrar na área, já que procura dar o apoio ao portador ; se sobem os dois fica só o Veloso que não consegue cobrir o portador nem ganhar nas saídas (se não conseguiu com a Macedónia e Turquia imagine-se com as equipas do Europeu).
- O mais grave, o treinador, a 10 dias do Europeu, decide que a equipa nas jogadas ofensivas, deve procurar triangulações rápidas ao primeiro toque. Vi isso atrás do meio campo com o Pepe e o Meireles (passe perdeu-se) na frente com Meireles e Moutinho (passes perderam-se) com o Veloso e Moutinho/Meireles (não concretizam o último passe) e inúmeras vezes perto da área, sem nunca ter resultado. O treinador não pode mudar o modelo de jogo quando tem vinte dias para trabalhar. Não dá. Pode inventar na táctica, pode inventar nas bolas paradas, mas não pode mexer no modelo de jogo. É impossível pôr uma equipa a jogar ao primeiro toque em velocidade em dois jogos. Especialmente quando o pivot de ataque não consegue receber/passar uma bola.
A solução possível para mim. Abdicar à partida de laterais que defendam no ar implica juntar um jogador relevante nas bola aéreas, que não joga na defesa, à recuperação das bolas altas. Logo o Pepe na selecção é trinco. Salta o Veloso entra o Ricardo Costa para central com o Bruno Alves. O Meireles e o Moutinho passam a ter a liberdade de subir um no apoio ao portador e outro a romper pelo meio.
Sai o Almeida e entra o Quaresma com o CRonaldo ao meio. Quaresma e Nani têm de: Com a bola em progressão no seu flanco, abrir na linha ou cortar para o meio se o lateral passar com ela. Com a bola no flanco contrário entrar em diagonal. Em progressão com a bola procurar preferencialmente a diagonal para combinação 1-2 e remate, ou remate rápido de longe.
Defensivamente esta é a solução que me parece mais adequada dado que os laterais não importam no jogo aéreo. Ofensivamente parece-me óbvio que temos de jogar com os melhores e o Almeida não é um deles.